#SérieDoMês: As adaptações cinematográficas e televisivas da série Millennium

13:00

Além de nos fascinar como obra literária, a trilogia Millennium já conquistou as adaptações cinematográficas, tanto suecas como hollywoodianas. Em 2009, o primeiro volume da série, Os Homens que não Amavam as Mulheres, ganhou sua primeira adaptação na suécia pela Yellow Bird, estrelado por Noomi Rapace como Lisbeth Salander e Michael Nyqvist como Mikael Blomkvist. O sucesso com o público e a crítica foram tamanhos, que no mesmo ano, os outros volumes também foram estreados no cinema, porém não tiveram o mesmo sucesso comercial que o primeiro.

Versão sueca lançadas em 2009

Dois anos após a estréia sueca, o diretor americano David Fincher adaptou e dirigiu a sua versão da primeira obra da saga escrita por Stieg Larsson. Nos papéis principais estão Daniel Craig como Mikael Blomkvist e Rooney Mara encarnando Lisbeth Salander, personagem que a levou para indicação ao Oscar em 2012 como Melhor Atriz.

      
À esquerda, Daniel Craig e Rooney Mara. À direita, Noomi Rapace e Michael Nyqvist

Entretanto, mesmo com o apoio da crítica, o longa não teve o retorno esperado, deixando o projeto das demais adaptações engavetado. Recentemente, uma publicação do Hollywood Reporter divulgou que a Sony estaria interessada em retormar o projeto de adaptação dos dois últimos volumes da Série Millennium para o cinema, porém os dois livros seriam adaptados em somente um longa, sem Fincher na direção e sem o retorno garantido de Daniel Craig.

Versão americana lançada em 2011
Na suécia, após a série literária ganhar os cinemas, a co-produtora Yellow Bird em colaboração com a rede sueca STV elaborou uma adaptação televisiva que deu origem a minissérie Millennium. Seu primeiro capítulo foi ao ar no dia 20 de março de 2010 e o último no dia 24 de abril do mesmo ano totalizando, assim, 6 capítulos com duração de 90 minutos cada. Em 2010, ganhou o prêmio Kristallen de melhor drama do ano e no ano seguinte foi premiada com o Emmy Internacional de melhor telefilme ou minissérie.

Em questão de adaptação de roteiro, da mesma forma que Larsson faz uma introdução bem detalhada para costurar as pontas da história no decorrer da trama, os filmes tem todo o mérito de demonstrarem com desenvoltura esse enlace da narrativa.

Levando em consideração, também, como qualquer outro longa-metragem baseado em um livro, sempre há cenas, personagens e relações modificadas ou simplesmente ignoradas no momento da adaptação, porém, mesmo com esses desvios da obra, toda a essência e as narrativas, tanto suecas quanto a americana, são extremamente fiéis ao enredo literário.

À direita, Noomi Rapace como Lisbeth e à esquerda, Rooney Mara
Fazendo uma comparação entre as duas versões de Os Homens que não Amavam as Mulheres, afinal não há versões americanas para os dois outros volumes da série, em relação a momentos de tensão, desespero, angústia e mistério, que basicamente são as sensações que o livro nos causa, particularmente, acredito que a adaptação americana foi melhor em demonstrar isso nas telonas. Mas, uma vitória do cinema sueco, foi a escolha de Noomi Rapace interpretando a Salander. Noomi foi extremamente fiel a personalidade e características de Lisbeth, ela literalmente rouba a cena quando está em ação, demonstra cada detalhe descrito nos livros e desperta o fascínio que somente Lisbeth Salander consegue despertar nos leitores e também nos próprios personagens.


As adaptações cinematográficas da Série Millennium são de uma genialidade que igualam com a maestria dos livros. O roteiro é envolvente, a média de 2 horas e meia por filme não cansa, porém, não espere que seja um blockbuster para ser assistido por toda a família, assim como nos livros, os longas são verdadeiras críticas sociais e estão repletos de cenas agressivas. Nudez e sexo serão o menor dos problemas.

Independente da versão, sueca ou americana, são películas que realmente devem ser vistas, afinal, nada melhor do que dar forma e vida para aquele personagem que a sua imaginação já criou.

Postado por Barbara Novaes

You Might Also Like

0 comentários

O que achou? Deixe seu comentário! :)
Obrigado por nos visitar

Refração Cultural no Facebook

Refração Cultural no Twitter

Subscribe